Sobreviventes defendem os portões de uma fortaleza contra uma horda sob a Lua de Sangue

Noite do 35º dia

Os Portões do Refúgio

O sino tocou três vezes. Não para anunciar a noite, mas para avisar que a muralha externa havia caído. Sob a lua vermelha, cada zumbi avançava com a força de dez, abrindo caminho entre as barricadas como se fossem feitas de folhas.

No alto do portão, o sobrevivente ergueu a tocha. Fazendeiros abandonaram as plantações, mineradores trouxeram suas picaretas e arqueiros ocuparam as torres. Naquele instante, o refúgio deixou de ser um conjunto de casas: tornou-se uma única fortaleza.

A primeira onda atingiu a madeira com um estrondo que atravessou a cidade. Quando as dobradiças começaram a ceder, uma mensagem chegou das profundezas: existia minério suficiente para reforçar o portão, mas a mina estava tomada por vozes que chamavam cada sobrevivente pelo nome.

“Se o portão cair, lutaremos onde ele estava.”